<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-28699786</id><updated>2011-04-21T22:54:51.739-07:00</updated><title type='text'>O Andróide Paranóico</title><subtitle type='html'>De uma chuva cadente lá do alto, ele surgiu.
Na sacola daquele senhor, ele foi abandonado.
Da pele rachada do porco, ele expeliu.
Da poeira, ele se materializou.
Dos gritos, ele foi a causa.
Dos Yuppies da bolsa de valores, ele foi o caos.
Nos Homens, ele causou o pânico.

E nos videntes, o vômito.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://oandroideparanoico.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28699786/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oandroideparanoico.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>O Andróide Paranóico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15236277692400148723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>11</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28699786.post-8744493716151050206</id><published>2007-03-26T15:12:00.000-07:00</published><updated>2007-03-26T21:33:36.634-07:00</updated><title type='text'>O Andróide vai ao show de Roger Waters</title><content type='html'>Sábado, 24 de março de 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse dia tinha tudo pra ser apenas mais um sábado ensolarado e quente de verão, mas ao acordar e lembrar que aquele seria o dia mais esperado dos últimos tempos, tudo mudou de figura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como toda boa história, vou começar pelo real início de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cresci num ambiente rodeado de música por todos os lados. Meu pai era fã de Chitãozinho e Xororó (naquela época Zezé di Camargo ainda era um peão de fazenda pobretão com uma esposa horrorosa e sem dinheiro pra fazer as centenas de plásticas que nunca deram resultado), meu avô ouvia muito os conjuntos gaúchos da época (Os Serranos, Gaúcho da Fronteira, etc.), enquanto minha mãe parecia ter um gosto mais refinado. Gostava de A-Ha, Tears For Fears, Madona e Simply Red.&lt;br /&gt;Não dá pra se esperar muita coisa de uma pobre criança que cresce com a cabeça sendo bagunçada por gostos musicais tão discrepantes, mas acho que acabei superando as expectativas, e isso não é trunfo de nenhum dos 3 membros da família que citei a pouco.&lt;br /&gt;Durante toda minha infância fui vizinho de um famoso mecânico da cidade, o imenso Carlos Licht - ou Carlinhos, como preferir - e um dos melhores amigos de seu filho mais velho, Bruno.&lt;br /&gt;Sua oficina ficava logo na esquina de baixo, e era o local de reunião de Carlinhos e seus amigos nos sábados após o meio-dia. E era aquela coisa: um bando de mecânicos sujos, fedendo óleo e graxa, assando carne, bebendo cerveja e caipirinha, e rodeados da criançada (grupo do qual eu fazia parte, obviamente).&lt;br /&gt;A gente deveria ser um estorvo pros mais velhos, mas como éramos amigos do filho do dono da oficina, eles teriam que nos aguentar, querendo ou não.&lt;br /&gt;Eu devia ter uns 7 anos na época, mas lembro exatamente da Variant verde abacate, com a porta traseira aberta e aquele som tocando em meio aos gritos do jogo de truco dos alcoolizados mecânicos.&lt;br /&gt;A música rolando, o truco pegando fogo, e nós lá...firmes e fortes, correndo de um lado pra outro com um carrinho de ferro na mão ou um boneco dos Comandos em Ação. Não sou do tipo nostálgico, que lembra disso com lágrimas nos olhos e tal, mas tenho boas recordações dessa época. E uma das lembranças que nunca me saíram da cabeça é uma bem especial.&lt;br /&gt;Lembro que brincávamos, comíamos, bebíamos Coca-Cola (eu deveria ter ficado só nisso), fazíamos o caralho a quatro na rua, mas quando ouvíamos o som do tal helicóptero vir de dentro daqueles estourados auto-falantes da velha Variant verde-abacate íamos correndo pra dentro da oficina, e só saíamos de lá quando a música acabava. E assim essa música ficou conhecida por mim durante muito tempo: como a música do helicóptero.&lt;br /&gt;Um belo dia Bruno foi me chamar em casa dizendo que seu pai teria conseguido um show em VHS da tal banda da música do helicóptero, e que era pra eu ir assistir. E fui.&lt;br /&gt;Chegando lá, fui recebido por Carlinhos com uma lata de cerveja na mão e dizendo: "Aí, Galego! Hoje você vai assistir um show do Pink Froid!" (sic.)&lt;br /&gt;Sentadinho no chão, de frente pra tv, assisti ao show todo, e fui ao delírio quando apareceu a cena do helicóptero durante o show. Fui ao delírio mesmo. Achei aquilo o supra-sumo de qualquer coisa que eu já tinha visto na vida.&lt;br /&gt;Mas, dias ou meses depois, fui apunhalado nas costas por uma péssima notícia: aquele show que eu havia visto não era do "Pink Froid" como eu estava imaginando, e sim dos filhos dos fundadores da banda, que já haviam morrido há tempos, por excesso de consumo de drogas, é óbvio!&lt;br /&gt;Fiquei meio desapontado, é claro, mas os "filhos do Pink Froid" tinham executado a música do helicóptero com tanta perfeição que passei a não diferenciar o talento deles do dos pais. E assim segui parte da minha vida. Acreditando que o "Pink Froid" havia acabado e que, consequentemente, eu nunca os veria na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passou, eu cresci, e durante esse tempo eu passei a conhecer outras coisas da banda além da singela música do helicóptero. Carlinhos havia conseguido uma cópia K7 do Delicate Sound Of Thunder, e os churrascos agora tinham trilha sonora do Pink Froid ao vivo. Um marco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1994 a banda lançou um novo álbum, e fiquei sabendo que logo sairia um álbum duplo, ao vivo, com uma caixa toda ornamentada, com luzinhas vermelhas piscando e tal. Fiquei pasmo. Queria o disco de qualquer forma, mas, assim que foi lançado e o preço do disco divulgado, desanimei. Era caro demais pra uma criança de 12 anos. Mas, como nada nesta vida é impossível, fui até uma locadora perto de casa que também alugava cd's e perguntei se, poooooor acaso, eles não iriam comprar tal disco pra alugar. A resposta não poderia ter sido melhor. O dono disse que no máximo em 15 dias o tal disco da luzinha que pisca estaria disponível pra aluguel.&lt;br /&gt;Eu era a pessoa mais feliz do mundo, mas como nada é perfeito, segue a parte ruim da história.&lt;br /&gt;A locadora ficava no meu caminho pra escola, então é claro que eu virei o cliente mais chato da tal locadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "O Pulse já chegou?"&lt;br /&gt;- "Não, Danilo! Eu falei 15 dias, e só passou uma semana!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puta que pariu! Foram os quinze dias mais demorados da minha vida. E no 15° dia lá estava o chatão de novo, com aquele sorriso amarelo no rosto, parado na frente do balcão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Chegou???"&lt;br /&gt;- "Ainda não, Danilo! A importadora tá com problemas e vai atrasar um pouco!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela época eu nem imaginava o que era uma importadora, mas eu sabia que era a coisa que eu mais odiava no mundo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os dias foram passando, e eu me enjoando de ir lá todo dia e parecer um idiota toda vez que recebia um 'não' na cara.&lt;br /&gt;Comecei a ter vergonha de passar lá, então um dia resolvi anotar o telefone no caderno e, ao invés de ouvir as negativas face-a-face, passei a ouví-las via telefone. Era menos constrangedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Alô?"&lt;br /&gt;- "Woodstock Videolocadora, boa tarde!"&lt;br /&gt;- "Oi, eu queria saber se o cd do Pulse que tem as luzinhas que piscam já chegou!" [tentando mudar a voz pra eles não me identificarem]&lt;br /&gt;- "Ainda não. Quem está falando?"&lt;br /&gt;- "tututu..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É lógico que eles sabiam que era eu, mas eu sempre negava. Criança tonta é uma merda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passados uns 2 meses da cretina data de entrega, resolvi dar uma passada lá e, para a minha surpresa, havia chegado no dia anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Chegou? Não acredito! Então coloca na caixinha com luzinhas piscantes, pq eu serei o primeiro a alugar!"&lt;br /&gt;- "Então, Danilo! O disco chegou, mas ainda não tá disponível pra aluguel. Eu também sou fã de Pink Floyd e quero ouvir o disco, que por sinal é muito bom, mais vezes! Só depois vou colocá-lo à disposição dos clientes!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, o cara só podia estar de brincadeira!&lt;br /&gt;Lembro que na época havia um pôster daquele "Brinquedo Assassino" na parede da locadora, e já me imaginei com aquela roupa vermelha e branca, de suspensório, com uma faca na mão, e enfiando na bunda daquele viado!&lt;br /&gt;Enfim, como eu era um bunda mole, só virei as costas e fui embora. E ainda fiz o favor de dizer "obrigado" enquanto saía. Patético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, ao menos ele me prometeu que eu seria o primeiro a poder alugar o disco, dizendo que me ligaria quando o disponibilizasse. Menos mal.&lt;br /&gt;Aí, quando eu já até tinha perdido o tesão no tal álbum duplo, o telefone toca.&lt;br /&gt;Fui lá correndo, todo contente, e cheguei suando feito um porco. Todo ofegante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Vim buscar...[pausa pra respirar]...o Pulse!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto ele foi pegar o disco, começou a comentar sobre o disco. Que era muito bom, o melhor que ele já havia ouvido e tal. Aí aproveitei pra perguntar algo que sempre me deixou com a pulga atrás do orelha. Perguntei da tal morte da banda, e o pq os filhos deles tinham continuado com o mesmo nome. A resposta dele foi clássica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "hahahahahahahahahahahahahahahaha...do que você tá falando, Danilo?"&lt;br /&gt;- "ué! o Pink Floyd morreu. Esse disco é dos filhos deles!" [com aquele ar de criança sabichona]&lt;br /&gt;- "hahahahahahahahahahahahahahahaha...é, eles morreram, Danilo! mas mandaram esse cd de presente pra vc lá do céu! pega os discos e vai pra casa, vai!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cacete! acabara de descobrir que fui ludibriado durante anos da minha vida, e que o "Pink Froid" do Carlinhos não tinha morrido porra nenhuma. Que frustração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após ouvir o tal disco das luzes piscantes [pausa para um comentário] o viado da locadora não me alugou o cd com a caixinha da tal luz que piscava! Tirou xerox da capa e da contra-capa do disco e botou numa daquelas caixinhas normais de aluguel. Eu fiquei puto! Sem razão, é claro, mas queria matar o desgraçado![fim do comentário] e de assistir, tempos depois, ao VHS daquele show, passei a gostar mesmo da banda. Comecei a ir atrás de todos os discos e logo descobri que era minha banda preferida (vale lembrar que eu não tinha uma banda preferida!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passou, e a consideração pela banda continuou forte.&lt;br /&gt;Nunca fui daqueles fãs mais fervorosos, que usam camiseta da banda e tal, e que entrariam numa briga de rua pra mostrar que sua banda preferida é melhor que a banda preferida de fulano, mas eu tenho mesmo um carinho todo especial pelo Pink Floyd, e todo esse carinho foi demonstrado no fatídico 24 de março de 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei e a primeira coisa que pensei foi: "o show é hoje!"&lt;br /&gt;A notícia de que Roger Waters, fundador, baixista, vocalista e maior compositor da banda havia confirmado a vinda ao Brasil me deixou de cabelo em pé. Onde vai ser? Quantos ingressos serão vendidos? Será que vou conseguir comprar a tempo?&lt;br /&gt;Enfim, graças ao cartão de crédito do meu amigo Morenghi, consegui comprar o tão esperado ingresso pro show de Roger Waters, talvez uma das pessoas que eu mais admiro neste mundo. Não só como músico, mas como ser humano e ativista político. Vê-lo seria uma realização mesmo.&lt;br /&gt;Sabia que sentiria falta do resto da banda, especialmente do gordo e antipático Gilmour, mas ver Roger já seria um belo presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peguei a câmera, o mp3 player, botei na mochila e fui pra rodoviária. Encontraria Morenghi lá em São Paulo, já que ele iria direto de Campinas. Comprei a passagem, entrei no ônibus, liguei o mp3, botei um Rory Gallagher pra tocar e fui relaxando até Alphaville. Lá o trânsito simplesmente parou, e eu comecei a me irritar. Só aí decidi dar play no ROIO que eu tinha de Magny-Cours, show idêntico ao que eu veria à noite.&lt;br /&gt;Foi só eu apertar o play que o clima do show começou a ferver. Eu me imaginava lá, e sentia até certa angústia por saber que ainda faltavam cerca de 6 horas pra tudo começar. Comecei a ficar inquieto no ônibus. Botava as pernas pra um lado. Enjoava, botava do outro. E o trânsito praticamente parado. Pânico mesmo.&lt;br /&gt;Cheguei em SP às 6:30, peguei o metrô e fui encontrar Morenghi. E lá estava ele no local combinado. No Cd Player de seu carro? Pink Floyd, é óbvio.&lt;br /&gt;Que merda! A agonia tava ficando insuportável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos pro apartamento, ele tomou um banho e fomos os quatro pro Morumbi: eu, Morenghi, Fernando e Fred. O trânsito era caótico, mas conforme chegávamos perto do estádio víamos mais e mais fãs da banda indo pro show, e isso foi animando! Um acenando pro outro e tal. Contagiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando lá, o caos. Centenas de carros procurando lugar pra estacionar; gente correndo pra entrar logo e pegar um bom lugar; vendedores de cerveja, água, refrigerante, faixa, camiseta...puta que pariu...era a visão do inferno!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Combinamos um lugar pra nos encontrarmos depois do show, já que cada um tinha comprado ingresso pra um setor diferente do estádio, e às 8 em ponto entramos no Morumbi. O show tava marcado pras 9, então eu tive 1 hora pra escolher um bom lugar nas cadeiras inferiores vermelhas, mas acabei ficando com medo de ir até o fundo e não achar lugar quando voltasse, então resolvi ficar na primeira cadeira vazia que achei. Burro pra cacete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um cara muito tranquilo sentava ao meu lado, e logo uma amiga meio pirada dele chegou. Começamos a conversar e comentei que geralmente perco a cabeça em shows, então perguntei se eles não se importavam com isso. Os 2 riram e responderam que não. Ótimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uns 10 minutos depois uma família sentou bem na nossa frente. Sorriram pra gente e tal, e eu discretamente comentei com os 2 que a tal família não sabia na fria que eles estavam se metendo sentando ali. E não sabiam mesmo. Judiação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo foi passando e fui preparando a máquina e o mp3, já que gravaria todo o áudio do show com ele.&lt;br /&gt;De repente uma voz feminina interrompe o som ambiente e diz que em 10 minutos a banda estará no palco. Tensão, muita tensão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até então eu estava bem quieto, conversando só o necessário com os 2 ao meu lado, então creio que eles imaginavam que eu seria uma pessoa tranquila assim também durante o show.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como anunciado, 10 minutos depois as luzes do estádio se apagaram, a música de fundo do início do filme do The Wall começou a rolar. Liguei a câmera, o Mp3 e a banda começou a entrar no palco. Pobre família que estava na minha frente! Pq eu nunca havia gritado tanto na vida! A máquina simplesmente tremia na minha mão. Nervoso mesmo. Empolgadaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Waters soltou o "Eins! zwei!, drei! alle!" eu simplesmente alcancei o orgasmo, cara! Berrava alucinadamente! Era surreal demais pra acreditar que aquilo estava mesmo acontecendo!&lt;br /&gt;Estava tão chapado que errei o tempo da entrada da letra! Mas consertei e prometi não errar mais nenhuma letra até o fim do show.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes do show começar a voz no auto-falante havia pedido pra que todos os presentes permanecessem sentados durante todo o show. Pfffffff...&lt;br /&gt;Não só não me contentei em ficar de pé como tive que subir na cadeira do Morumbi e ficar lá, berrando e pulando cada minuto do concerto.&lt;br /&gt;Perdi a cabeça mesmo. Tava feliz pra cacete. Cantava, gritava, xingava o Waters. Fiz tudo o que eu tinha direito. E o que não tinha também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando "In The Flesh" terminou, tive uma espécie de mix de êxtase, alegria e incrediblidade. Não sabia se ria, se aplaudia ou se chorava. Estava completamente perdido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Waters deu a entrada em "Mother" sem dar o primeiro acorde do violão, pegando todo mundo de surpresa. Tão de surpresa que acabei me confundindo todo e errei o começo da música (de novo!). Comecei a pensar: "esse povo deve achar que eu não sei nada!", já que berrava a letra alto pra cacete e sempre errava! Confesso que isso foi meio frustrante, já que a vida inteira soube as letras de cor e, quando eu deveria causar inveja a todo mundo, acabei me embananando todo. Bosta.&lt;br /&gt;Mas acabei me entrosando na letra e pude sentir todo o arrepio quando PP Arnold soltou o "Hush, my baby. Baby, dont you cry!", cantado em coro pelas 44.999 pessoas + eu que estavam no estádio. Bonito mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que poucos sabiam ali é que eu sabia o setlist do show e, conseqüentemente, a sequência exata das músicas, então tenho que dizer que foi divertido pra caralho pagar uma de adivinho e causar espanto em todo mundo. "Incrível! Esse filho da puta acerta todas!" hahaha. Certeza que pensavam isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E em "Set The Controls For The Heart Of The Sun" não foi diferente.&lt;br /&gt;Esperei os aplausos ao fim de "Mother" darem uma diminuída e soltei o berro: "Set the Controls, Roger!!!"&lt;br /&gt;Quando os primeiros acordes dessa música começaram e eu soltei o "Aeeeeeeeeeeeeee!!!" era impossível não notar uma ou outra pessoa me olhando com os olhos arregalados! hahaha. Impagável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Shine On You Crazy Diamond" foi muito melhor do que eu estava esperando. Revelo até que antes do show eu cometi o pecado de dizer que queria ela fora do setlist, mas depois de ver a performance acabei mudando, e muito, de opinião.&lt;br /&gt;Mais uma vez 44.999 pessoas + eu berravam no refrão. Bacana pra cacete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas um dos melhores momentos do show ainda estava por vir e, mais uma vez, admito, antes do show, não ter feito jus a uma das canções que marcariam a noite: "Have a Cigar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ela começou, eu dançava feito um macaco bobo sobre a cadeira. Um clima contagiante pra cacete mesmo. E acompanhar as acendidas e apagadas das luzes do palco durante os "tãn-nãn! tãn-nãn!" enquanto eu dava socos no ar no ritmo dos acordes foi divertido pra cacete. Musicaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já era de se esperar, "Wish You Were Here" fez todo mundo levantar e cantar em uníssono do início ao fim. E fiquei feliz por ver que ele tirou a dobradinha do refrão no fim, como fazia na turnê do "In The Flesh". Eu achava essa dobradinha brega e desnecessária. Ponto pro velho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao término dela, mais uma vez botei meus dons de pseudo-vidente pra funcionar e gritar: "Southampton Dock, velho!!!" hahaha...&lt;br /&gt;Eu rio toda vez que lembro dessas cenas!&lt;br /&gt;E o velho louco, é claro, atendeu ao meu pedido! (ele deve ter uma enorme consideração por mim!).&lt;br /&gt;Pra minha surpresa, só eu sabia a letra. O povo do meu lado simplesmente morreu durante a execução dessa música. Mas é claro que o bobo alegre aqui deu o seu showzinho particular e berrou cada palavra da música como se fosse o “freedom!” de Mel Gibson em Coração Valente. Sempre fui fã de Southampton, então tinha mais é que berrar mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final dela “Fletcher Memorial Home, velho louco!!!!” saiu berrado da minha boca.&lt;br /&gt;E lá estava ela, “The Fletcher Memorial Home” mais bela do que nunca.&lt;br /&gt;Nessa eu gritei mesmo (sozinho, outra vez!), causando até certa irritação do povo ao meu lado. E confesso ter atingido um dos orgasmos múltiplos que tive naquela noite ao fazer um escândalo em “Boom, boom...bang, bang. Lie down, you’re dead!” e durante o maravilhoso solo que sucede tal frase. Lindo de morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Perfect Sense” veio e apagou a multidão de vez. Era possível ouvir o povo resmungando durante toda a execução da música, e isso meio que me deixou puto, então subi ainda mais o tom de voz e berrei mais uma vez! Desta vez pra irritar mesmo aquele bando de morto. Acho essa música tão linda e foi meio triste ver o povo indiferente à ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o povo estava morto durante “Perfect Sense”, simplesmente parecia não estar lá durante “Leaving Beirut”.&lt;br /&gt;Fui esperando uma puta reação do povo quando ele cantasse o trecho referente a Bush, mas, pelo menos onde eu estava, ninguém parecia saber do que é que ele estava falando. Uma pena.&lt;br /&gt;Mas é claro que o macaco saltitante aqui fez a sua parte, e mandou o presidente norte-americano pra puta que pariu. E com gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí pedi “Sheep”, e os sons dos animais começaram a ecoar pelo estádio. E, como decoro cada coisa estranha, acabei decorando o tempo em que o berro da ovelha aparece na música. Hahaha. Então, pouco antes desse momento, imitei o tal som! Hahaha!&lt;br /&gt;Sim, eu imitei uma ovelha durante o show, e ouvi gargalhadas ao meu redor logo após que o berro da ovelha saiu dos auto-falantes! No mínimo o povo deve ter pensado: “Esse filho da puta sabe as letras das músicas que ninguém mais sabe e ainda decora os efeitos sonoros! Vai tomar no cu!” hahaha. Hilário.&lt;br /&gt;Enfim, “Sheep” foi de foder. A execução foi mais que perfeita e quando o porco inflável apareceu voando dentro do estádio, meu deus! Foi um êxtase coletivo com 45.000 pessoas aplaudindo e ovacionando o porco que trazia as inscrições como: “Ordem e Progresso?” e “Bush, não estamos à venda!”.&lt;br /&gt;Durante os mais de 11 minutos da música o povo permaneceu vidrado e o show realmente ganhou porte de mega-concerto quando as imensas labaredas, mais altas que o palco (que era muito alto), começaram a aparecer e esquentar o povo nas arquibancadas. Simplesmente fantástico.&lt;br /&gt;Tudo isso, é claro, sem contar a cara das pessoas ao ver o porco ser solto e desaparecer na atmosfera. Orgasmo Coletivo. Esta é a única palavra que define o momento que encerrou a primeira parte do show.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No intervalo do show o pai da família a minha frente veio falar comigo, dizendo que eu estava incomodando. Perguntei o motivo e ele disse que não conseguia ouvir o show, já que eu berrava demais. Perguntei o que ele queria que eu fizesse, já que estávamos num show de rock e que eu deveria cantar as músicas das quais gosto, e ele disse que era pra eu não cantar mais! hahaha...&lt;br /&gt;Aí eu perdi a paciência! Bati nas costas dele e disse, na frente dos filhos tudo mais, que se ele quisesse ouvir o Waters cantar perfeitinho, que comprasse o DVD e fosse assistir na sala dele com a família, aí ele teria a paz que quisesse! Pq eu não daria sossego o resto do show.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, não é por nada, mas se o cara queria silêncio deveria ter ido pra uma missa, e não pro show.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após 15 minutos de intervalo, a banda voltou.&lt;br /&gt;A execução completa de “Dark Side Of The Moon” foi simplesmente maravilhosa. Tudo seria ainda mais belo se eu pudesse ver o telão, mas a anta aqui teve pressa de pegar o lugar e acabou sentando num ponto do estádio impossível de enxergar as imagens. Mula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Speak To Me”...”Breathe”...”On The Run” (com um efeito esquisitíssimo no meio, que achei ser pane da aparelhagem do show e só depois fui saber q era um efeito com cara de defeito, mesmo).&lt;br /&gt;“Time” foi linda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“The Great Gig In The Sky” simplesmente me paralisou. A negona mandou muito, mas muito bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Money” foi muito boa, apesar de eu achar que o final foi menos entusiasmado do que o do “Pulse”. (comparação desnecessária, enfim...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em “Us and Them” eu mais uma vez perdi a cabeça. Dizem que o Carin cantou a música rouco, mas como eu gritava mais alto que todo mundo naquele lugar, nem percebi tal detalhe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Any Colour You Like” teve a melhor execução que já vi em toda a minha vida. Melhor que a do CD e muito melhor que a do Pulse. Show de bola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então que chegou o momento mais esperado do show: o final apoteótico com a seqüência “Brain Damage/Eclipse”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando as primeiras notas surgiram, eu simplesmente fui abaixo. Peguei a câmera e gravei aquilo que talvez tenha sido os melhores 5 minutos da minha vida.&lt;br /&gt;Está lá, tudo registrado, pra quem sabe eu mostrar pros meus netos no futuro. “Tá vendo esse idiota berrando feito um porco aqui, meu filho? Então, é o seu avô!”&lt;br /&gt;É, acho que é melhor eu não mostrar porra nenhuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Dark Side acabou e eu tinha ido ao delírio. Não precisava de mais nada. Poderia sair dali naquele momento e já estaria feliz.&lt;br /&gt;Mas não. O velho louco queria me dar mais. Ele deve ter se perguntado: “como é que aquele idiota vai embora sem eu antes ter tocado a música do helicóptero? Ele é uma mula, mas vou tocar pra ele!”. Mais um ponto pro velho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o som do helicóptero começou a circundar o estádio, eu comecei a rir. Rir feito criança mesmo. Olhava praquele céu estrelado maravilhoso e dizia: "obrigado, Deus!".&lt;br /&gt;Eu realmente não tinha mais voz, mas quando percebi que o "You! Yes, you! Stand still, ladie!" se aproximava, tirei forças não sei de onde...e berrei mais alto do que jamais havia berrado naquela noite e pulei feito um doente mental sobre a cadeira enquanto assistia a coreografia do público no gramado durante o "Hey! Teacher! Leave the kids alone!". Lindo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então depois, extasiado, permaneci em pé, porém quase imóvel, durante as 3 músicas que ainda viriam, pois sabia que tinha que guardar energia pra execução de "Vera", a qual eu havia prometido a mim mesmo que me esgoelaria durante o seu chorus. E o fiz.&lt;br /&gt;As duas músicas finais, “Bring The Boys Back Home” e “Comfortably Numb”, foram só pra lavar a alma, já que minha cabeça doía pra caralho (provavelmente por eu ter forçado tanto a voz) e minhas cordas vocais haviam realmente chegado ao limite humano.&lt;br /&gt;A única coisa que consegui fazer foi aplaudir. Após 3 horas de show não tinha mais de onde tirar forças pra aplaudir, mas aplaudi. E incansavelmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E talvez aqueles tenham sido os mais sinceros aplausos de toda a minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, ao final de tudo, ao ouvir ele dizer aquele “obrigado!” em português e levantar a bandeira do Brasil, tudo o que eu consegui dizer, com as mãos apoiadas nos joelhos e lágrimas nos olhos, foi:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “Obrigado você, velho louco!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado você!"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28699786-8744493716151050206?l=oandroideparanoico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oandroideparanoico.blogspot.com/feeds/8744493716151050206/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28699786&amp;postID=8744493716151050206&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28699786/posts/default/8744493716151050206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28699786/posts/default/8744493716151050206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oandroideparanoico.blogspot.com/2007/03/o-andride-vai-ao-show-de-roger-waters.html' title='O Andróide vai ao show de Roger Waters'/><author><name>O Andróide Paranóico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15236277692400148723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28699786.post-117013638005506739</id><published>2007-01-29T21:17:00.000-08:00</published><updated>2007-03-13T12:18:32.569-07:00</updated><title type='text'>O andróide e os 24 passos.</title><content type='html'>&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Tudo em seu devido lugar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Assim começava aquela tarde de segunda-feira. E o 'começava' dava-se pelo fato de que o andróide levantara pontualmente às 14:49.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;14:49pm. Horário em que a grande maioria do país já está prestes a arrumar suas coisas, bater o cartão de ponto e voltar pra casa. Voltar pra casa para descansar, dar um beijo na testa da esposa, ajoelhar no chão, abrir os braços e esperar as crianças virem correndo e, com um pulo, agarrarem seu pescoço já fadigado pela rotina daquele dia que havia começado bem cedo, cerca de 7 horas antes do preguiçoso andróide pensar em abrir aqueles olhos inchados e avermelhados de tanto dormir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Cartões batidos, beijos dados nas esposas, abraços ganhos dos filhos. Coincidentemente, era nisso que o andróide pensava antes de fechar os olhos e tentar iniciar seu longo sono daquela noite. Longo mesmo. Quem, em tempos modernos - não aqueles de Chaplin -, se dá o luxo de 12 horas de sono em plena segunda-feira? Um milionário, talvez. Mas o andróide? História mal contada. Enfim, o pensamento do andróide baseava-se na relação humana moderna. Quem são as esposas? Quem são os filhos? Quem são os cartões de ponto? Perguntas simples, mas com um significado mórbido, caso leve-se em conta o fato de que esse simples triângulo forma um dos maiores exemplos do que o andróide chama de 'canibalismo do tempo'. Matamos o tempo dos outros para aumentarmos o nosso. O cartão de ponto tira tempo do homem, que tira tempo da esposa, que tira tempo dos filhos. Ao final de tudo, os canibais sugaram todo o sangue temporal do homem, o qual não teve outra alternativa a não ser se jogar fraco e pálido na cama e, de olhos bem fechados, esperar pelo idêntico amanhã de 24 passos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;O andróide dormiu se perguntando se é para isso que vivemos. E, às 14:49, ao acordar para este mundo, ele percebeu que o dia encerra-se exatamente no momento em que se abre os olhos&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28699786-117013638005506739?l=oandroideparanoico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oandroideparanoico.blogspot.com/feeds/117013638005506739/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28699786&amp;postID=117013638005506739&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28699786/posts/default/117013638005506739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28699786/posts/default/117013638005506739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oandroideparanoico.blogspot.com/2007/01/o-andride-e-os-24-passos.html' title='O andróide e os 24 passos.'/><author><name>O Andróide Paranóico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15236277692400148723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28699786.post-114908405001753687</id><published>2006-05-31T05:31:00.000-07:00</published><updated>2007-03-13T12:27:38.834-07:00</updated><title type='text'>Auto-Retrato Falado</title><content type='html'>&lt;em&gt;Seção 91 danificada. Ativar procedimento padrão.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Terça-feira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;09:34 am.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;31/05/2006.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venho de uma cidade fantasma, habitada por muitos e vivida por poucos. Cenas de ruas vazias não são raras, e aglomerações de sorrisos, enchente no deserto.&lt;br /&gt;Meu pai fazia parte de um dos únicos meios de comunicação daquele lugar: o rádio. Ao contrário de mim, ele apreciava o contato humano, apesar disso muitas vezes só acontecer com o técnico de som. Mas rádio é isso mesmo: aprender a falar com as paredes.&lt;br /&gt;Me criei num mundinho isolado, frio e sem a luz do sol. Esse ambiente tipicamente nórdico talvez explique minha cor excessivamente clara e meu comportamento isolado. Os nórdicos são depressivos pela falta de sol, já eu sou quieto pela falta de ouvintes que me apeteçam a vontade de falar.&lt;br /&gt;Aprecio uma música intimista, aquela para ser ouvida solitariamente, sentado numa cadeira de balanço localizada no centro de uma sala à meia-luz amarelada de um abajur.&lt;br /&gt;Me procurei durante tardes inteiras entre notas de timbres suaves e frases de versos que me arregalavam os olhos, mas um dia o abajur se apagou, e até hoje não conheço minha verdadeira face.&lt;br /&gt;Descobri que esse meu rosto tem mais importância para o mundo do que para este que vos fala, e que mais vale apreciar os belos momentos de minha busca solitária pelo meu eu musical do que longos momentos à frente de um espelho.&lt;br /&gt;Não fui apaixonado porque quis, mas, por não me conhecer, me sentia um adúltero de mim mesmo ao tentar descobrir o que é que havia por trás daqueles olhos que muitas vezes encantaram a mim e ao mundo.&lt;br /&gt;Agora sou a nota que ecoou pelos ares e sumiu no horizonte.&lt;br /&gt;Estou enfraquecendo e prestes a cruzar a linha da vida.&lt;br /&gt;No meu morrer, só espero desaparecer no exato momento em que alguém fecha os olhos e me sente desabar no mais profundo poço de seu coração&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28699786-114908405001753687?l=oandroideparanoico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oandroideparanoico.blogspot.com/feeds/114908405001753687/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28699786&amp;postID=114908405001753687&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28699786/posts/default/114908405001753687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28699786/posts/default/114908405001753687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oandroideparanoico.blogspot.com/2006/05/auto-retrato-falado.html' title='Auto-Retrato Falado'/><author><name>O Andróide Paranóico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15236277692400148723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28699786.post-114866633387406706</id><published>2006-05-26T10:57:00.000-07:00</published><updated>2006-05-27T08:29:20.470-07:00</updated><title type='text'>O Andróide Canarinho</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(210,210,210);font-family:Georgia;" &gt;A saga do torcedor sem país&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;color:red;"&gt;26/05/2006.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;color:red;"&gt;10:55am.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;color:red;"&gt;Sexta-feira.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(210,210,210);font-family:Georgia;" &gt;No dia da chuva alta, me lembro de ter acordado num local isolado, frio e úmido. Havia muita lama e as copas das árvores denunciavam um vento cortante vindo da esquerda para a direita, que creio tenha sido o motivo de minha forte dor no ouvido esquerdo, que durou cerca de um mês. Me infernizou mesmo. Eu mal havia chegado neste lugar e já havia provado de um de seus piores males: a dor de ouvido. Entretanto ela já passou, e estou aqui para contar sobre o ocorrido, não sobre meu ouvido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(210,210,210);font-family:Georgia;" &gt;Conforme eu caminhava pela mata (ainda tentando me acostumar à luz do dia que, apesar do tempo fechado por nuvens negras, insistia em me incomodar os olhos) eu observava atentamente a cada elemento novo a minha visão, e percebi um que me chamou demais a atenção.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(210,210,210);font-family:Georgia;" &gt;Após ter caminhado por cerca de 40 minutos (vale ressaltar que este é um valor aproximado, visto que o sistema hora-minuto-segundo ainda não era muito familiar a mim), me deparei com uma ribanceira e, lá embaixo, vi pessoas se movimentando, gritando, caindo, correndo, e todas elas atrás de algo redondo, que posteriormente fiquei conhecendo como bola.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(210,210,210);font-family:Georgia;" &gt;Me sentei no barranco e fiquei lá por um tempo. Nem sei o quanto. Só sei que foi divertido. Assistir aquele povo todo sujo, enlamaçado, debaixo de chuva e, mesmo assim, feliz, me fez movimentar os músculos da boca na direção ascendente pela primeira vez. Abri um sorriso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(210,210,210);font-family:Georgia;" &gt;A tal farra acabou, as pessoas pegaram suas coisas e deixaram o lugar. Umas a pé, outras de bicicleta, mas todas &lt;?xml:namespace prefix = st1 /&gt;&lt;st1:personname st="on" productid="em grupo. Bom"&gt;em grupo. Bom&lt;/st1:personname&gt;, alguma coisa eu já havia descoberto: eu precisava me enturmar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(210,210,210);font-family:Georgia;" &gt;Levantei do barranco, limpei minhas calças, e segui meu caminho. Caminhei dias e dias até chegar numa cidade de verdade. Quando cheguei, não havia uma única alma viva pelas ruas. Tudo fechado. Teria eu encontrado alguma espécie de Pompéia ou Shangri-lá? Uma cidade fantasma, talvez. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(210,210,210);font-family:Georgia;" &gt;Estava com fome e precisava achar algum lugar aberto pra que eu pudesse comer. Sei que ainda não falei sobre isso, mas na calça que eu vestia haviam dois bolsos repletos de dinheiro. Sim, dinheiro terrestre. Reais, pra ser mais exato. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(210,210,210);font-family:Georgia;" &gt;Eu já estava todo fraco, cansado e enjoado de andar, quando uma explosão de gritos tomou o interior de todas aquelas casas, e pessoas saíram correndo pro meio da rua, gritando, soltando rojões. Os mais exaltados viravam cambalhota ali mesmo, no meio da rua, e ficavam lá, estirados no chão. A minha cara de "Que diabos é isso?" era mais do que evidente. Todos lá, inclusive mulheres e crianças, tomados por aquela euforia toda, e eu parado feito um poste no meio da rua, com um ponto de interrogação gravado no meio da testa. Foi então que uma idéia me sugiu à cabeça e passei a procurar pela bola. Era uma partida de futebol. Não poderia ser outra coisa. Mas minha brilhante idéia estava errada. Tudo se relacionava à bola, mas, pelo menos desta vez, uma bola um tanto maior: a Copa do Mundo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(210,210,210);font-family:Georgia;" &gt;A confusão durou, no máximo, 2 minutos, e todos voltaram para os seus lares. Foi então que alguém me puxou pelo braço e me levou pra dentro de uma das casas. Lotada. Todo mundo com os olhos colados na tela da TV. Parecia um ritual. Depois de minutos ali, descobri que a movimentação na rua tinha sido motivada por um gol de um tal Ronaldo. "Gol de placa", disse o senhor que sentava-se numa cadeira de balanço, com uma coberta no colo, enquanto segurava uma lata de cerveja na mão. Confesso que fiquei imaginando como seria um tal gol de placa, mas até hoje não matei essa minha curiosidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(210,210,210);font-family:Georgia;" &gt;O tal do juíz apitou o fim do jogo e a confusão em direção à rua se repetiu. Era rojão, gritaria, buzinaço. Vi até alguns chorando. Deviam ser os argentinos, mas, fora isso, tudo se resumia à alegria e festa. Festa longa, aliás, pois festejaram até tarde da noite. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(210,210,210);font-family:Georgia;" &gt;Em determinado momento senti que não fazia mais sentido eu ficar lá. Me diverti, ri e tudo mais, mas não enxergava uma razão plausível para aquele povo ainda estar lá, quase doze horas após o jogo. Minha euforia já havia acabado, pelo menos, há 10. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(210,210,210);font-family:Georgia;" &gt;Porém, quando eu já caminhava cabisbaixo rumo a minha retirada dali, um rapaz branco, de olhos claros e cabelos negros me perguntou o por quê de eu estar indo embora. Respondi que estava cansado e que, assim como já dissera antes, não via mais razão para permanecer ali. Foi então que, sorrindo, ele me perguntou: "Você não é brasileiro, não é?". E depois do meu "não", ele, já virando as costas e partindo em direção à multidão, disse: "Um dia a razão disto tudo lhe virá à cabeça, meu rapaz. Não se preocupa."&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 12pt"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(210,210,210);font-family:Georgia;" &gt;Fechei meu casaco, coloquei as&lt;span style="font-size:+0;"&gt; &lt;/span&gt;minhas mãos nos bolsos, e parti pro lado em que o vento soprava. O esquerdo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28699786-114866633387406706?l=oandroideparanoico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oandroideparanoico.blogspot.com/feeds/114866633387406706/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28699786&amp;postID=114866633387406706&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28699786/posts/default/114866633387406706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28699786/posts/default/114866633387406706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oandroideparanoico.blogspot.com/2006/05/o-andride-canarinho.html' title='O Andróide Canarinho'/><author><name>O Andróide Paranóico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15236277692400148723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28699786.post-114852737853334549</id><published>2006-05-24T20:18:00.000-07:00</published><updated>2006-05-25T10:22:02.406-07:00</updated><title type='text'>O Lago dos Cisnes</title><content type='html'>&lt;em&gt;Este é o espaço reservado para as poesias das minhas fãs. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Empenhando-se no intuito de difundir todos os tipos de arte possíveis, decidi criar o Lago dos Cisnes. Lugar calmo e sereno, perfeito para a leitura de uma bela poesia.&lt;br /&gt;Divirta-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fã-Poeta: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Abelha Psicodélica&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Cidade: Franca-SP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Poesia:&lt;/span&gt; Segundos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Diga-me&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pra que serve um coração sem dono?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Compre, alugue, troque,mas não o largue.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Venda-o ao vento, ao menos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E encontre-o ao relento&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;pálido, frio, sombrio.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Perder não foi pior que ter.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Não tendo, nunca teria do que se lembrar.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A recordação seria uma semente que não cresceu.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Não como o amor que sinto por ti,mas como o Amor que está em mim perdido em algum canto &lt;/em&gt;&lt;em&gt;gritando, chorando, correndo e fugindo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Fugindo de você,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Que por segundos fez-me feliz.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Que por segundos, tirou-me o que eu sempre quis.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Que por dias fez parte de mim.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Fez, não faz mais.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O apoio do coração se quebrou&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E ao que era antes, voltou.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sem ninguém para amarele não bate, só apanha.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Fica oco,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;vazio,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;vedado.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Velado&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28699786-114852737853334549?l=oandroideparanoico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oandroideparanoico.blogspot.com/feeds/114852737853334549/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28699786&amp;postID=114852737853334549&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28699786/posts/default/114852737853334549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28699786/posts/default/114852737853334549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oandroideparanoico.blogspot.com/2006/05/o-lago-dos-cisnes.html' title='O Lago dos Cisnes'/><author><name>O Andróide Paranóico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15236277692400148723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28699786.post-114852708258438060</id><published>2006-05-24T20:12:00.000-07:00</published><updated>2006-05-24T20:18:02.586-07:00</updated><title type='text'>O Macaco, o gato e o rato</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;11:40 am.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Quarta-feira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;24/05/2006.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Uma crônica sobre a fábrica de massas Brasil&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pleft! Crash! Boom! Bang! Mas que horror! Poderia alguém explicar o que se sucede nesta casa?O sol já tinha se posto quando tudo começou. A noite, ainda com resquícios de ventos quentes vindos do nordeste, seguia o seu rumo em direção ao andar dos ponteiros do relógio, esperando, assim, o encontro, tarde da madrugada, com os ventos polares - comuns no início de abril e maio - vindos do sul do país.&lt;br /&gt;A porta da cozinha abriu-se sorrateiramente, fez uma pausa, e voltou a fechar. Tudo parecia perfeito, mas aquele simples "nhéééééé" enferrujado da porta fez com que o grande sentinela abrisse um dos olhos e percebesse toda a movimentação.&lt;br /&gt;O sentinela, munido da grande virtude de enxergar no escuro (característica, esta, adquirida através da teoria da evolução, visto que, para ser bom no que faz nos dias de hoje, o profissional necessita viver em constante aperfeiçoamento de suas técnicas de trabalho), notou aquele vulto negro, não muito definido, é verdade, atravessando o chão xadrez do aposento culinário daquele lar.&lt;br /&gt;Então o sentinela foi erguendo seu corpo lentamente, dando um passo planejado de cada vez, e partiu em direção ao meliante vulto. Ao perceber que o intruso caminhava em direção ao seu alimento preferido, um pequeno peixe dourado num pequeno aquário - refeição guardada com amor e carinho, e reservada para uma ocasião especial - o sentinela, um já velho gato pardo, entrou em colapso nervoso. Seus sentidos perderam direção, sua noção de educação perdeu-se naquele instante e ele foi para cima da tal sombra negra, um macaco. Pois é, um macaco. Que caminhava em direção a um simples cacho de bananas, localizado exatamente atrás do aquário.&lt;br /&gt;O felino só não imaginava que, naquele breu todo, o local do ataque estava próximo demais de seu sagrado recipiente aquático contendo um peixe.&lt;br /&gt;Na confusão, o gato caiu sobre o macaco. O macaco, coitado, desesperado, pois não enxergava no escuro e não conseguia pensar no que estava acontecendo e fugir ao mesmo tempo, corria na direção em que seu nariz apontava. Foi então que o estrondo aconteceu.&lt;br /&gt;Pleft! Crash! Boom! Bang! Splash!&lt;br /&gt;O aquário espatifava-se no chão.&lt;br /&gt;Assustado pelo barulho da confusão, e sem saber, também por ocasião da escuridão, o que exatamente acontecia, um pequenino rato que passava pela cozinha decidiu correr e se esconder na primeira fresta que encontrara na parede.&lt;br /&gt;Preocupados com a repercussão da confusão que haviam causado, macaco e gato escafederam-se. Sumiram horizonte a fora.&lt;br /&gt;Em pânico, também, ficou o dono da casa. Com medo de bandidos, assaltantes, ladrões de galinhas e PCC's da vida, tratou de pegar a espingarda debaixo da cama e partiu em direção à cozinha.&lt;br /&gt;Chegando lá, não encontrara nada além de uma cesta de frutas reviradas e um pobre peixe dourado agonizando no chão.&lt;br /&gt;Ao abaixar para tentar socorrê-lo, o homem percebeu um rabo saindo do reboque estourado da parede e, enfurecido pela situação, partiu para cima do pobre animal e aplicou-lhe graves sanções.&lt;br /&gt;Primeiro, arrancou-lhe o rabo com um golpe da espingarda. Sentindo infinita dor e desesperado por não saber o que ocorria, já que estava de costas, o rato resolveu correr para fora do buraco. Foi então que, num momento súbito de ódio, o proprietário mirou a espingarda em direção ao indefeso animal e puxou o gatilho.&lt;br /&gt;Em pânico, esposa e filhos correram até a cozinha para saber o motivo de tal disparo.&lt;br /&gt;Chegando lá, encontraram o pai olhando para o animal e dizendo: - "Esse já era, mas deve haver vários destes espalhados por aí."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia desses fui a Brasília de carro, e acabei passando na frente do Congresso Nacional. Tinha curiosidade em saber como aquilo era. Sua arquitetura modernista e tal. E, olhando concentradamente para as vidraças escuras das janelas dos gabinetes enquanto esperava abrir o farol vermelho, consegui, um pouco embaçado, é claro, enxergar um zoológico repleto de macacos e gatos lá dentro, exatamente no momento em que cerca de meia dúzia de ratos buzinava atrás de mim porque o farol já tinha aberto&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28699786-114852708258438060?l=oandroideparanoico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oandroideparanoico.blogspot.com/feeds/114852708258438060/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28699786&amp;postID=114852708258438060&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28699786/posts/default/114852708258438060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28699786/posts/default/114852708258438060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oandroideparanoico.blogspot.com/2006/05/o-macaco-o-gato-e-o-rato.html' title='O Macaco, o gato e o rato'/><author><name>O Andróide Paranóico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15236277692400148723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28699786.post-114852673344834927</id><published>2006-05-24T20:09:00.000-07:00</published><updated>2006-05-24T20:12:13.450-07:00</updated><title type='text'>Chuva Ácida</title><content type='html'>&lt;a name="post_18508061"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;23/05/2006 &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;16:59&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Este é o espaço criado para os comentários construtivos que partem dos meus fãs mais fervorosos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fã comentarista da hora: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Mãe da Clara&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Querido ídolo;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Senti-me infinitamente honrada pela postagem de meu comentário! Por este motivo, torço para que suas dores cabulosas dêem pelo menos uma trégua, para que continue a filosofar e a revelar seus sentimentos mais profundos. Nunca imaginei que alguém como você poderia temer a morte. Em uma de nossas conversas, me garantiu que na maioria das vezes achava sua vida meio sem sentido . E eu, otimista, respondi que um dia todas as suas razões viriam a tona...Creio que estava correta, Mr.White, ainda que desconheça suas razões!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querida Mãe da Clara,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto-me lisonjeado toda vez que vejo uma declaração de carinho tão comovente como a tua para com a minha pessoa.Ainda, de verdade, não descobri o mal que afeta as profundezas oriundas de minha alma, mas, por algum motivo, acredito que acabarei o encontrando. Torço, apenas, para que este mal conserve-se longe de você, pois não seria legal ter uma "Mãe Paranóica da Clara".Quanto ao meu medo da morte, te digo que ele é natural, assim como devíamos ter medo da vida antes de chegarmos aqui.Afinal, ainda não sei de onde foi que eu vim. Você sabe&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28699786-114852673344834927?l=oandroideparanoico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oandroideparanoico.blogspot.com/feeds/114852673344834927/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28699786&amp;postID=114852673344834927&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28699786/posts/default/114852673344834927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28699786/posts/default/114852673344834927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oandroideparanoico.blogspot.com/2006/05/chuva-cida.html' title='Chuva Ácida'/><author><name>O Andróide Paranóico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15236277692400148723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28699786.post-114852651714368334</id><published>2006-05-24T20:05:00.000-07:00</published><updated>2006-05-24T20:08:37.146-07:00</updated><title type='text'>A experiência de quase-morte do Andróide.</title><content type='html'>&lt;em&gt;Infelizmente, não foi desta vez que meus não-fãs soltaram rojão.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;15:38pm.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Terça-feira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;23/05/2006.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita gente deve ter torcido pra que eu fosse dessa para melhor, mas...como diz minha avó, vaso ruim não quebra fácil. Não que eu seja a pior das pessoas deste mundo, mas, em tempos de Padre Marcelo Rossi e versão boazinha de Suzane Richtoffen, ainda deixo muito a desejar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há dias venho sentindo uns espasmos estranhos na região abdominal, mas nunca dei muita bola pra essas coisas e, como de costume, deixei passar. Deixei passar até ontem à noite, quando tive dores horrorosas durante o sono e achei, de verdade, que fosse o fim da minha linha aqui neste mundo. Sempre achei que eu não tivesse medo de morrer, mas ontem eu tive. Não aquele típico medo da morte em si, e sim o medo de ter que deixar tudo para trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naqueles momentos em que me contorcia sobre o colchão, um slide-show passava na minha mente e me jogava de volta no início de tudo, transgredia por longos anos e, enfim, chegava ali, naquela madrugada fria e dolorosa. Cheguei a esperar o já conhecido "Fim" escrito na tela, mas ele não apareceu. Como num passe de mágica, na tela surgiu a inscrição "To Be Continued". Ou, em português, "Continua".&lt;br /&gt;Seria esta palavra o indicador de que vem uma vida nova por aí, ou apenas uma continuação desta que é hoje? Bela questão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi engraçado, no meio daquela minha agonia silenciosa, me flagrar pensando na Copa do Mundo. Algo do tipo: "Ah, Deus...não dava pra esperar mais um mês e pouco?!?!". Brasileiro é foda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, essa experiência de quase-morte do Andróide foi bastante proveitosa. Proveitosa no sentido de que descobri o óbvio: a causa dos espasmos tem ligação com stress, ansiedade e preocupação com alguma coisa. Teria eu descoberto a roda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O médico me aconselhou a esperar até amanhã para ver se as dores param ou, pelo menos, acalmam. Caso não haja atualização deste blog amanhã, depois de amanhã, e depois e depois de amanhã, você já sabe o que aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que andróide dramático&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28699786-114852651714368334?l=oandroideparanoico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oandroideparanoico.blogspot.com/feeds/114852651714368334/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28699786&amp;postID=114852651714368334&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28699786/posts/default/114852651714368334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28699786/posts/default/114852651714368334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oandroideparanoico.blogspot.com/2006/05/experincia-de-quase-morte-do-andride.html' title='A experiência de quase-morte do Andróide.'/><author><name>O Andróide Paranóico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15236277692400148723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28699786.post-114852616883766739</id><published>2006-05-24T19:56:00.000-07:00</published><updated>2006-05-24T20:02:48.840-07:00</updated><title type='text'>O Andróide Paranóico no MSN</title><content type='html'>&lt;a name="post_18506863"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;22/05/2006 &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;15:03&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Batendo um papo com a minha amiga imaginária Ana Carolina, descobri que a minha teoria faz sentido pra alguém, além de mim, neste mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ana.caяol. diz:Você conhece algum casal feliz de verdade? Dentro das 4 paredes? &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Andróide Paranóico diz:nops.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ana.caяol. diz:com esse 4 paredes vc kis dizer q o sexo tem de existir? pq se nao, eu conheco um casal feliz&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Andróide Paranóico diz:não...companheirismo, eu quis dizer&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ana.caяol. diz:entao eu conheço...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Andróide Paranóico diz:quem?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ana.caяol. diz:mas sim, é uma exceção...é o unico casal q eu conheçomeus avós...os dois têm 84 anos e são casados há quase 60 (58 anos de casado, eu acho)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ana.caяol. diz:mas eles não contam...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ana.caяol. diz:não digo q são et's. mas q estão no planeta errado, isso eles estão&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Andróide Paranóico diz:mas vc acha isso pq estão juntos até hj ou pq o relacionamento dos 2 é inacreditável?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ana.caяol. diz:pq o relacionamento deles eh inacreditável&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ana.caяol. diz:na verdade, soh estão juntos e são felizes por causa da minha vó&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ana.caяol. diz:pq se fosse qquer outra mulher, o casamento ja teria acabado a muuuuuuuuuuuuuuuuito tempo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ana.caяol. diz:a minha vó eh um anjo (e eu tô falando sário, sem qualquer conotação de carinho)..pra aguentar meu avô, só ela mesmo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Andróide Paranóico diz:tá vendo?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Andróide Paranóico diz:então só tem companheirismo da parte dela?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ana.caяol. diz:por parte do meu avô tem um pouco sim...mas soh por causa do jeito q minha avó conduz as coisas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ana.caяol. diz:eu acho q sua teoria continua válida: não há um casal feliz de verdade&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Andróide Paranóico diz:os casais, na verdade, só nos iludem.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É por essas e outras que eu continuo dizendo: Posso ser um paranóico, mas não um andróide&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28699786-114852616883766739?l=oandroideparanoico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oandroideparanoico.blogspot.com/feeds/114852616883766739/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28699786&amp;postID=114852616883766739&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28699786/posts/default/114852616883766739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28699786/posts/default/114852616883766739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oandroideparanoico.blogspot.com/2006/05/o-andride-paranico-no-msn.html' title='O Andróide Paranóico no MSN'/><author><name>O Andróide Paranóico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15236277692400148723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28699786.post-114852560098969918</id><published>2006-05-24T19:47:00.000-07:00</published><updated>2006-05-24T19:53:20.993-07:00</updated><title type='text'>Sim, eu tenho uma fã!</title><content type='html'>&lt;a name="post_18506847"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;22/05/2006 &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;14:47&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Minha amiga imaginária &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Mãe da Clara&lt;/span&gt; postou o seguinte comentário, e eu, infelizmente, confesso que gostei!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Enviado por: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Mãe da Clara&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Chega a ser incompreensível sua capacidade de filosofar a respeito de coisas tão substanciais, como por exemplo a felicidade. O fato, é que surpreendentemente concordo com seu ponto de vista a respeito. Infelizmente, com a modernidade cada vez mais esmagadora, não nos resta mais tempo para sermos realmente felizes. Mas pense no seguinte: se eu arrumei tempo para ler suas revelações oriundas das profundezas do lado mais obscuro de sua alma, certamente conseguirei espaço para alguns instantes ao lado de minha filha, meu marido e de um copo de cerveja !Serão, certamente os momentos mais felizes de minha vida! Ainda há de haver esperança, Mr. White."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, o Andróide, sou pessimista! Mas gostei do seu texto, cara Mãe da Clara!&lt;br /&gt;Quanto mais vocês, fãs, comentam, mais eu pego gosto por isto aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E é claro que eu não deixaria o primeiro comentário de fora.Minha também amiga imaginária &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Gabriela Aires&lt;/span&gt; postou o seguinte:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Enviado por:&lt;/span&gt; Gabriela Aires: &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;"E dá-lhe Chica!!!"&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O pior é que o comentário dela TEM sentido! Qualquer dia posto sobre isto. Chica is All!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28699786-114852560098969918?l=oandroideparanoico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oandroideparanoico.blogspot.com/feeds/114852560098969918/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28699786&amp;postID=114852560098969918&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28699786/posts/default/114852560098969918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28699786/posts/default/114852560098969918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oandroideparanoico.blogspot.com/2006/05/sim-eu-tenho-uma-f.html' title='Sim, eu tenho uma fã!'/><author><name>O Andróide Paranóico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15236277692400148723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28699786.post-114852521988600792</id><published>2006-05-24T19:42:00.000-07:00</published><updated>2006-05-24T19:46:59.896-07:00</updated><title type='text'>A Cesária do Andróide</title><content type='html'>&lt;em&gt;Aqui dá-se o ínicio da longa jornada do Muambeiro Arrependido.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;09:27 am.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Segunda-feira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;22/05/2006&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;O final de semana não foi dos melhores e o Universo resolveu expandir-se. A velha e inútil teoria de que toda pessoa quer virar duas, enfim, se concretizou. O Universo se partiu em dois. A primeira parte continua seguindo sua trajetória em direção à colisão com a lua. A segunda parte, ah...esta nem mesmo o mais sábio dos seres conseguiria desvendar o caminho que seguirá.Deixo para você, pobre leitor, opinar sobre qual seria o destino do andróide que se tornou um paranóico arrependido de seus atos sem explicação.&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ato 01 - A maioria das pessoas guarda o cérebro no meio das pernas.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, o título vem dele, o crítico-master do relacionamento humano. (Deseja saber quem é ele? Passe a frase pro inglês e procure no Google! - É, eu te farei trabalhar!).Andando por aí, percebi que as atitudes humanas não são tão estranhas assim. Notei que pensamos sempre no mesmo fluxo, e que o excesso de ações tomadas por estes pensamentos ocasiona o que eu chamo de "congestionamento de atitudes". Não que o mundo esteja repleto de pessoas que saibam o que querem (Lembra do "Girl Power"? Então! Temos o "Atitude Power", também. Revolução pós-punk das pessoas que queriam mudar o mundo usando All-Star, e que, é óbvio, nunca deu em nada!), mas o simples fato das pessoas não saberem o que querem gera este inconveniente ato de movimentação inútil. Para simplificar as coisas, usarei a internet como exemplo.Se a internet fosse usada somente com propósito executivo e educacional, não teríamos os aficcionados por vídeos, músicas e jogos fazendo os seus downloads, congestionando, assim, as redes a cabo, e nos proporcionando a tão agradável perda de rendimento das conexões. Eu não ligo muito pra isso, mas tem gente - e bastante - que liga. Entretanto, foi só um exemplo.Quando era apenas uma criança, eu achava que as pessoas eram mais simples. Sinceras, felizes e decididas nas suas atitudes. Então vamos lá:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1 - Sinceridade:&lt;/strong&gt; Ninguém é sincero, porra nenhuma. As pessoas falam mal por trás e não têm dó. Pessoas são falsas e só enxergam o próprio umbigo. E, é claro, a maioria delas guarda o cérebro entre as pernas. Sim, nada tem mais importância do que o sexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2 - Felicidade:&lt;/strong&gt; Hahaha...piada, né? Não conheço ninguém feliz! Pessoas são desgostosas e arrumam motivo pra achar que tudo está ruim. O pessimismo domina a coletividade branca e a fonte da felicidade passou a ser mais procurada do que a fonte da juventude. Acho que tenho explicação pra isso: antes as pessoas tinham tempo pras coisas. Separavam horário pra tudo. Faziam da vida uma alegria, ou seja, eram felizes. Então, tudo o que elas queriam era ter mais tempo para serem ainda mais felizes. Hoje, ninguém tem tempo pra nada. Muito menos pra separar horário pra alguma coisa. Como é que você vai separar algo que você não tem? É a lei da matemática: Não se divide nada por zero. Ou seja, a felicidade ñ é divisível. Hoje, não passa de um substativo abstrato de máximo nível (equipara-se ao AMOR). Cheguei, enfim, à minha conclusão sobre a felicidade: Quem é feliz é mentiroso. E vice-versa.Quer mudar meu jeito de pensar? Sim? Então antes me responde uma coisa: Você conhece algum casal feliz de verdade? Dentro das 4 paredes? (Do portão pra fora, não vale!)Se você respondeu que sim, por favor, por tudo o que é mais sagrado neste mundo, me manda um e-mail com o endereço e o telefone deles, que eu entrarei em contato com a NASA, informando que possíveis ET's habitam a Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3 - Decisão:&lt;/strong&gt; Pra eu montar este blog foi uma novela. Monto ou não monto? As pessoas vão ou não gostar? Se eu montar, mostrarei pra todo mundo? Devo me identificar?Viu como as pessoas são decididas? Eu não sei quanto a você, mas o andróide paranóico aqui nunca sabe o que fazer. Aliás, o que devo fazer agora?&lt;br /&gt;Acho que vou tomar café.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28699786-114852521988600792?l=oandroideparanoico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oandroideparanoico.blogspot.com/feeds/114852521988600792/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28699786&amp;postID=114852521988600792&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28699786/posts/default/114852521988600792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28699786/posts/default/114852521988600792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oandroideparanoico.blogspot.com/2006/05/cesria-do-andride.html' title='A Cesária do Andróide'/><author><name>O Andróide Paranóico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15236277692400148723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
